Religião é mesmo um assunto delicado. Por mais que deva existir respeito, todos acreditam que a sua crença é a ideal. Seja ideal para si mesmo ou a única que leva verdadeiramente ao caminho da salvação. É tudo uma questão de fé. Crer em algo que não se justifica pela razão. E mesmo os que rejeitam este paradigma têm na crença a sua base: a crença na não-existência.
Os mais crentes - no sentido "daquele que crê", não pejorativamente, como sinônimo de evangélico protestante - são os mais empenhados em convencer-nos de suas convicções. "Só Jesus salva!", gritam uns; "Deus é uma criação do homem!", bradam outros. Tão semelhantes nas suas diferenças. E tão igualmente equivocados em achar que o convencimento - mesmo que de forma argumentativa - é a forma de mudar as convicções religiosas de alguém.
A crença é algo estritamente pessoal, percorre caminhos diferentes para cada um e adquire significados igualmente diversos. Antes de se preocupar com a fé alheia, procure fazer com que ela o torne uma pessoa melhor. Só isso já é o bastante. Podes crer.


