quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Filtre seus ouvidos

Há pessoas que, abusando do pretexto de serem sinceras, acham-se no direito de dizer o que querem, quando querem e porque querem. Não, você não é sincera. É mal-educada. Rude. Beira a inconveniência. São pessoas que julgam sem saber a história, sem conhecer a totalidade da ação, o contexto e o subtexto. Enxergam o mundo apenas sob o seu prisma, geralmente, distorcido.

É triste, diria até patético, ver uma pessoa que, incapaz de realizar-se, vê no outro a felicidade almejada e, por isso, inveja. Procura sempre mais, gasta, compra, adquire; mas permanece incompleta. Uma insatisfação que se traduz em uma suposta indignação com a tranquilidade e "conformismo" daqueles que alcançaram seus objetivos. Menores, ao seu ver.

É sábio não dar ouvidos àqueles que nada nos podem acrescentar. Discutir com gente que se acha sempre na razão é perda de tempo, gasto calórico desnecessário. Sempre haverá mais críticas que palavras de apoio, cabe-nos saber selecioná-las. "Audição seletiva" é um bom termo para isso. Como quando nossas mães nos chamavam para almoçar e fingíamos não ouvir para brincar um pouco mais.

Nessa horas, a melhor resposta é sempre o silêncio. E o silêncio incomoda.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Que venha o próximo


Alguém já fez a experiência de procurar por novos blogs aleatoriamente? Clicando no "Próximo blog" que fica bem aqui em cima da página? Pois é, por vezes faço isso na busca por novidades ou inspiração para uma postagem. E não são poucas as páginas interessantes que encontro por aí! Mas, infelizmente, a grande maioria está desativada, abandonada mesmo... Não sei se por falta de interesse, tempo ou leitores. Só sei que para cada blog que nasce, muitos se vão. 

Assim é o ciclo da vida no mundo virtual? Estariam os blogs condenados a viver menos que um bichinho virtual??? Mal-alimentados, sujos e sem ninguém para brincar, adoecem e morrem. Num mundo que se resume em poucos caracteres - 140, no máximo? -, escrever mais de um parágrafo é uma ousadia e tanto; coisas para os sonhadores oriundos de uma terra distante onde a leitura é um hábito e escrita um prazer obrigatório. Hoje em dia é assim: poucos opinam, muitos compartilham e a maioria apenas curte. É a vitória do clique sobre o teclado.

Não é por falta de leitura, conheço jovens que devoram sagas sobre vampiros e bruxos, deve ser pela falta de algo que instigue o raciocínio e os faça pensar. Uma geração que mal consegue conversar, a não ser por detrás de um monitor. Não sei, não... mas acho que essa busca por um próximo blog vai acabar se tornando a busca por uma próxima geração. Uma que saiba escrever.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Coisas que gostaria de ter visto na infância

Se essas coisas aconteceram, perdi esses episódios.


Dick Vigarista vencer uma corrida.

Mesmo tendo um dos melhores, talvez o melhor carro, ele sempre tinha que parar para fazer alguma trapaça contra os outros corredores e, com isso, nunca ganhou uma vez sequer! Poxa, Dick, eu torcia por você!
Tom pegar o Jerry e/ou Frajola pegar o Piu-Piu.

Jerry e Piu-Piu são tão sacanas e sádicos que dava até vontade de torcer pelos felinos!!!



Uni ser deixada para trás e os garotos finalmente saírem daquele mundo.

Se tem um personagem que desperta o meu ódio é a Uni! Que bicho irritante!!! Se fosse contar todas as vezes que os garotos perderam uma oportunidade de voltar para casa por causa dela... De quebra, podiam deixar o marrento do Bob também!!! E, afinal, por que uma unicórnio fazia som de cabra?!?  



Charlie Brown finalmente conseguir chutar a bola de futebol.

Como se a vida já não fosse cruel o bastante com o melancólico Charlie Brown, ainda vinha a Luci para dar uma sacaneada. Olha o risinho de satisfação dela!!! 



She-Ra reencontrar os pais.

Sempre me perguntei que pais são esses que sequer mencionavam a filha sequestrada!?! Mas, pela imagem abaixo, parece que esse reencontro aconteceu, mas eu não vi.



sábado, 1 de fevereiro de 2014

Em 2014

Tá, rolou o tão esperado beijo gay numa novela da Globo. E daí?!? O que mudou?!? Que paradigmas foram quebrados?!? Qualquer pessoa que tem um mínimo de vida noturna numa grande cidade brasileira já viu inúmeros beijos gays, masculinos e femininos. O carnaval vem aí!!!! Pra quem ainda não viu, basta olhar para o lado que verá!!! Daí me pergunto: por que tanto alarde?!? Não quero assumir qualquer posição que possa me rotular como reacionário (como diria um ex-BBB deputado) ou homofóbico, mas se é algo tão natural, por que toda essa expectativa?!?

A verdade - que está saindo regada por uma quantidade considerável de cerveja - é que acho tudo isso uma grande palhaçada!!! Parece algo semelhante ao que fazem os movimentos afro-descendentes (não posso falar negros!!!). Coisa mais absurda foi a criação de uma revista (já extinta, eu acho) chamada "Raça". Quem quer igualdade não pode segmentar!!! Por que não lutar por espaço maior para modelos negras(os) no mercado ao invés de criar uma revista só para esse grupo?!? Que bom que não durou.

Tenho parentes, amigos, conhecidos e vizinhos gays. O que cada um faz na sua intimidade não me importa nem me diz respeito. Por isso, sinto-me tão à vontade para falar sobre esta e muitas outras "causas". E, afinal, o que cada um de nós tem a ver com a vida pessoal ou sexual do próximo?!?!? Será que é tão difícil viver a sua própria vida sem se importar com a dos demais?!? Que cada um possa viver a sua verdade e respeite a os demais. Seria bem mais simples, não é?!?

Abaixo, um vídeo que não tem qualquer relação com o assunto, mas que ouvi inúmeras vezes enquanto escrevia o texto, só porque gosto da música mesmo.



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Old but gold

Domingo foi noite de Grammy. Fazia tempo que não assistia a essas premiações americanas devido ao predomínio de Beyoncé, Jay-Z, Lady Gaga, Katy Perry, Taylor Swift e afins. No último final de semana quase todos estes estavam lá, mas quem roubou a cena foram os veteranos. E não foi pela dancinha de tiozão do Steven Tyler durante "Get Lucky" ou o visual Halloween de Yoko Ono e filho. Os melhores momentos da noite foram oferecidos pelos sobreviventes Paul McCartney e Ringo Starr, a genial parceria entre Stevie Wonder e Daft Punk, além de uma versão impecável de "One", do Metallica, acompanhada pelo pianista Lang Lang. Faltam adjetivos para descrever estes momentos, então, deixo os vídeos para quem quiser ver (ou rever) e comentar.

Paul e Ringo

Daft Punk e Stevie Wonder

Metallica e Lang Lang


Faço aqui uma menção honrosa à Pink, que numa performance acrobática provou que ainda existe coisa boa na música pop.

Pink


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

10 coisas que só as pessoas que dormem tarde irão entender

  1. Entende o quanto é acolhedor o silêncio da madrugada
  2.  Sabe como é a fome agoniante que faz você deixar a preguiça de lado e ir na cozinha
  3. Gosta da companhia de uma TV ligada, mesmo que não esteja assistindo nada
  4. Não se surpreende com a enorme vontade que vem do nada de querer colocar todos seus projetos em prática de uma vez
  5. Pragueja quando alguém fala que você dorme demais, sendo que você dorme de 6 a 8 horas por dia ou até menos.
  6. Compreende a alegria de saber que algum estabelecimento funciona 24 horas
  7.  Sabe o quão ficamos orgulhosos quando pesquisas apontam que quem dorme tarde é mais inteligente
  8. Entente o quanto é estranho uma pessoa acordar as 6:00 da manhã de bom humor
  9.  Compartilha da inveja de quem consegue bater na cama e dormir
  10. Sabe o quanto é sacrificante acordar antes do meio-dia

sábado, 30 de novembro de 2013

Amigos...


Tenho um jeito estranho de gostar. Gosto de todos os meus amigos, mas nem sempre quero todos juntos. Ou mesmo por perto. Um encontro recheado de saudade é muito melhor que uma reunião de rotina, sem qualquer emoção adicional, apenas para cumprir o calendário. Cada uma à sua maneira é importante pra mim, mas aquele que compartilha uma piada não é o mesmo a quem eu confiaria um grande segredo. Uns me irritam muito, outros nem tanto e há os que nem sei porque (ou se) gosto. Sei lá, acho que a gente se acostuma às pessoas e acaba esquecendo o porquê de terem alcançado o patamar de "amigo".  Os verdadeiros também podem fazer mil coisas que não gostamos: apontar defeitos, debochar das suas derrotas, ser inconvenientes e até monótonos. Mas isso tudo não seria muito pior vindo de um inimigo??? A gente se ama, odeia, xinga, abraça, ri, chora, procura e afasta, mas, no fim das contas, tá sempre junto e misturado. Se tem outro nome, eu não sei, pra mim, isso é amizade.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Eterno regresso

De tempos em tempos é assim. A correria do cotidiano, preocupações e - por que, não? - diversões nos deixam assoberbados e com menos tempo para coisas que nem lembramos o quanto nos é importante. Escrever é uma delas. 

Como é difícil criar um hábito! E mais difícil ainda é recuperá-lo!!! Por vezes, esquecemos o quão prazeroso esse "vício" pode ser e o substituímos por outros, nem sempre tão saudáveis. Mas o chamado é forte e sempre acabo voltando para cá, lugar onde posso despejar minhas alegrias, tristezas, decepções, realizações ou simples percepções peculiares a respeito da vida. 

Eu voltei. Sempre para ficar. Só não sei por quanto tempo. 


domingo, 3 de novembro de 2013

Sentido-me assim

Sou do tipo que se doa. Corpo e alma. Quem vê nem percebe, mas pode ter de mim quase tudo o que quiser. Mas me magoo na mesma proporção. Basta uma frase, uma palavra, um olhar ou a ausência dele. Bebo sim, e isso me torna ainda mais sensível às palavras cruéis cotidianas. Choro por uma frase mal colocada, mas sempre na solidão do meu mundo particular. Não me sinto só, mas faço questão ter um mundo que é só meu. Lá, viajo para lugares onde nunca irei, revivo minhas agonias, choro minhas agruras e celebro minhas pequenas alegrias. O que é meu ninguém pode tirar! 

Hoje estive feliz, agora não estou mais. Não há como ignorar essa tristeza, mas ela não receberá de mim mais atenção do que merece. Amanhã é mais uma oportunidade de ser feliz!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Thai Training - o dia seguinte

Nunca gostei de praticar esportes. Na infância, correr era parte das brincadeiras e, por isso, fluía naturalmente. Mas quando isso se tornava uma obrigação, como nas aulas de Educação Física, sempre dava um jeito de escapar. Fazia uma ou duas no ano e já era o suficiente para me certificar de que aquele não era o meu lugar. Conseguia logo um atestado para não ser reprovado por faltas.

Mas depois dos 30... A queda natural do metabolismo, o estilo de vida sedentário e hábitos nem sempre saudáveis fazem com que seja bem mais difícil se livrar daquela barriga de chope e os temidos pneuzinhos. Então, resolvi me movimentar. 

Como sempre tive preconceito com a academia (falo disso adiante), resolvi correr. É simples, fácil, barato. Mas com o tempo, também é chato. Primeiro, porque corro sozinho e num horário em que quase ninguém está na rua. Segundo, porque lugar bom para correr é na praia, não à beira da Linha Amarela, como é o meu caso. Quando se tem um objetivo, ou seja, quilos a perder; até dá pra suportar, mas depois de alcançado é desistência na certa.

Quanto às academias, sempre as vi como um lugar fedido, cheio de gente suada, narcisista e que ama mais um espelho que a própria mãe. Musculação nem pensar! Fazer força, puxar ferro... Ninguém pode ser feliz fazendo isso!!! Basta olhar para as caras de sofrimento de quem pega no pesado. Ninguém malha sorrindo!!! Mas resolvi arriscar, adentrar esse território estranho e, então, conheci o Thai Training.

Thai Training (embora esteja escrito erroneamente Thai Trainer na academia em que entrei) é o treinamento do Muay Thai, mas sem o contato físico. Já tinha ouvido falar disso no boxe. Você pratica os golpes, joelhadas, cotoveladas, chutes e toda a preparação física para uma luta que não acontece. A parada é tensa! E intensa! 

Após quase 60 minutes, saí de lá acabado, um lixo, mas feliz por ter realizado todos os exercícios do circuito. Hoje acordei muito bem disposto, apesar de dolorido na barriga (culpa das abdominais) e nas panturrilhas. O que mais me atraiu foi a variedade de exercícios - a cada aula, uma sequência diferente - e por ser apenas duas vezes na semana. 

Meu objetivo é continuar até dezembro e perder uns três quilos até lá. Depois, vem as férias e, em fevereiro, decido o que faço. Mas antes, tenho que corrigir esse Trainer que tem me incomodado bem mais!