terça-feira, 6 de maio de 2014

Ler


O que eu mais faço na vida? Ler. Leio livros, sites, legendas, bulas, rostos, pessoas. Enfim, leio o mundo. Não porque eu queira, mas porque me é inevitável. Às vezes, cansa; mas nunca é demais. Acima de tudo, leio por prazer. E porque leio, penso. E, algumas vezes, escrevo.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Tá chato pra você?

Semana tensa. E intensa. Muitos assuntos para falar, mas nenhum deles despertou meu real interesse. 

Poderia falar da morte do DG e do "culto" oferecido por Regina Casé e cia. para um rapaz que foi assassinado enquanto participava de um churrasco com traficantes. 

Também poderia comentar a inusitada (prefiro acreditar que não tenha sido orquestrada) reação do jogador Daniel Alves a um ato preconceituoso que gerou uma campanha de marketing já planejada e que respingou até no benfeitor midiático Luciano Huck. 

A queima de carros e ônibus no Complexo do Alemão, além da invasão de uma UPA, por manifestantes seria outro assunto em voga e do qual tenho certa familiaridade, já que moro nas proximidades da região.

Quem sabe vangloriar-me dos seis meses - na verdade, sete - que frequento a academia, lugar sobre o qual sempre teci críticas e onde passava longe?

Ou reclamar do ponto facultativo que não ocorrerá nesta sexta-feira, logo após o feriado do Dia do Trabalhador, já que foram todos gastos na semana anterior. 

E para ser mais culto, poderia também comentar o livro que acabei de ler esta manhã, "Os colegas de Anne Frank" (Theo Coster). 

Enfim, não achei que nada disso merecia um texto inteiro. 

Não sei se sou eu ou o mundo, mas tudo anda muito chato.

terça-feira, 22 de abril de 2014

30 coisas que você deve parar de fazer a si mesmo


Essa é mais um lista daqueles que vão te ajudar a ser ou ter uma vida melhor. Sempre difíceis de seguir, mas muito úteis. Quem quiser ler o texto completo, acessa aqui o link.

#1. Pare de perder tempo com as pessoas erradas.

#2. Pare de fugir dos seus problemas. 

#3. Pare de mentir para si mesmo.

#4. Pare de colocar as suas necessidades em segundo plano

#5. Pare de tentar ser alguém que você não é. 

#6. Pare de se apegar ao passado. 

#7. Pare de ter medo de cometer erros.

#8. Pare de se reprender por velhos tropeços.

#9. Pare de tentar comprar felicidade. 

#10. Pare de procurar a felicidade exclusivamente nos outros.

#11. Pare de ficar ocioso. 

#12. Pare de pensar que você não está pronto.

#13. Pare de se envolver em relacionamentos pelas razões erradas. 

#14. Pare de rejeitar novas relações por que as antigas não funcionaram.

#15. Pare de tentar competir com todo mundo. 

#16. Pare de ter inveja dos outros.

#17. Pare de reclamar e sentir pena de si mesmo.

#18. Pare de guardar rancor. 

#19. Pare de deixar os outros te rebaixarem ao nível deles. 

#20. Pare de perder tempo se explicando aos outros. 

#21. Pare de fazer as mesmas coisas de novo e de novo sem uma pausa.

#22. Pare de negligenciar a beleza dos pequenos momentos.

#23. Pare de tentar alcançar a perfeição. 

#24. Pare de seguir o caminho do menor esforço.

#25. Pare de agir como se tudo estivesse bem, quando não está. 

#26. Pare de culpar os outros pelos seus próprios problemas.

#27. Pare de tentar ser tudo para todos.

#28. Pare de se preocupar demais. 

#29. Pare de focar naquilo que você não quer que aconteça. 

#30. Pare de ser ingrato. 

O importante é ser feliz!!!!!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Doce memória


Quando eu era criança, toda vez que ficava doente meu pai me trazia jujubas. Não eram simples jujubas: eram grandes e vinham num pacote onde só havia as vermelhas, minhas favoritas! De certa forma, esse doce sabor amenizava minha enfermidade.

Ainda hoje, quando fico doente, penso: "Onde estão as minhas jujubas?"

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Anote aí!



Nem sempre a gente tem boas ideias sobre o que escrever, mas o importante é continuar reabastecendo a mente com as mais diversas fontes. Então, aí vai uma pequena lista do que tenho visto, lido e ouvido ultimamente. Se não servir de fonte de inspiração para alguém, ao menos ajudarão a me conhecer um pouco mais.

Livro: "Os Colegas de Anne Frank" (Theo Coster). O autor reúne relatos dos colegas de Anne Frank no Liceu Judaico de Amsterdã. São histórias que revelam as diferentes formas como a guerra foi vivenciada por aqueles jovens. Interessante.

Filme: O último a que assisti foi "As vantagens de ser invisível". Gosto de filmes sobre dramas adolescentes, especialmente os que retratam os personagens não-populares da escola. Nesta obra, um jovem com depressão muda sua vida ao juntar-se com um inusitado grupo de veteranos. Bem legal.

Séries: Vejo várias, mas vou destacar "Hannibal". O drama psicológico surpreende a cada episódio, tornando o jogo de gato e rato entre o investigador Will Graham e o Dr. Hannibal Lecter eletrizante! Para quem não se ligou, Hannibal Lecter é o psiquiatra canibal de "O silêncio dos inocentes". Excelente!!!

Música: Imagine Dragons é o grupo do momento. Assisti ao show no Lollapalooza pela TV e gostei bastante. A performance no palco é empolgante e a sonoridade diversificada. Além disso, é quase impossível tirar "Radioactive" da cabeça, embora prefira "It´s time".

É isso. See ya!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Colostomia

O câncer não escolhe suas vítimas, é uma doença democrática. Acomete até aqueles que, de forma alguma, mereceriam passar por isso. 

Nunca havia visto uma colostomia ao vivo. É estranho. Choca. Entristece. É inevitável. Mas não é o fim. 

A melhor forma de superar esse momento é voltar à normalidade, mesmo carregando aquela desagradável bolsinha como uma nova "parte" do corpo.

E a vida continua. 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Clássicos da literatura para pessoas muito ocupadas

Romeu e Julieta (William Shakespeare)
Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro; as duas turmas saem na porrada, uma briga fodida, muita gente se machuca. Então, um padre filho da puta tem uma ideia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero.

Fim.


Madame Bovary (Gustave Flaubert)
Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre.

Fim.


Guerra e Paz (Leon Tolstoi)
Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e, por isso, Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro.

Fim.


Os Lusíadas (Luís de Camões)
Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super gente fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas.

Fim.


Hamlet (William Shakespeare)
Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que, entretanto, se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira, e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado.

Fim.


Édipo-Rei (Sófocles)
Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta. Parada muito doida.

Fim.

Othelo (William Shakespeare)
Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito filho da puta que só pensa em fazê-lo de bobo. O malandro não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O zé mané acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traíra. Prende o cara e fica chorando sozinho.

Fim.

Recebi este texto por e-mail em 2011 e o redescobri ontem, enquanto limpava minhas pastas de mensagens. É antigo, mas ainda vale a pena!


segunda-feira, 24 de março de 2014

Amizade virtual


No último texto, falei sobre amizades e como as coisas mudam a ponto de nos distanciarmos daqueles que um dia foram como uma família para nós. Não se trata de uma distância física - que, muitas vezes, nem existe ou é tão grande -, mas um distanciamento de ideias, sentimentos e ações. Há um tempo não muito passado, uma conversa por telefone resolveria muitas destas questões, mas ele - o telefone - tornou-se um aparelho cada vez mais limitado ao uso da internet. Ninguém mais se fala, só tecla.

Em contrapartida, há também muitas verdadeiras amizades que surgiram no ambiente virtual e - pasmem! - praticamente nenhuma se concretizou fora dele, mas são tão importantes, ou mais, que outras que estão ao lado. São pessoas que partilham gostos, opiniões, risos e - se fosse o caso - poderiam ser facilmente descartadas com um clique; mas não o são. 

Certa vez, mencionei que nenhum dos meus amigos jamais leu meus blogs, no entanto, formei nesse meio um círculo muito bom de relacionamento. Um escreve, os outros comentam e, assim, vamos nos conhecendo e estreitando nossos laços. Aí, surgiram as redes sociais, MSN e Skype. Este último, aliás, onde encontrei outras amizades que se limitam a este território, mas com as quais converso com frequência, desabafo, me preocupo e até aconselho. São amizades que talvez nunca se concretizem fisicamente, mas que são fortes e verdadeiramente reais.

Encerro com as palavras do filósofo francês Pierre Lévy, um dos maiores estudiosos sobre a internet, em "O que é o virtual?":

“A palavra virtual vem do latim virtualis, derivado por sua vez de virtus, força, potência. Na filosofia escolástica, é virtual o que existe em potência e não em ato.” (Pág. 15)

“Em termos rigorosamente filosóficos, o virtual não se opõe ao real, mas ao atual: virtualidade e atualidade são apenas duas maneiras de ser diferentes.” (Pág. 15)

“A virtualização é um dos principais vetores da criação da realidade.” (Pág. 18)

“O virtual [não] é [apenas] imaginário. Ele produz efeitos.” (Pág. 21)

Sejamos virtuais e, quem sabe, um dia, seremos atuais.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Quando tudo mudou?



Quando é que mudamos e aquelas pessoas pelas quais daríamos o mundo se tornam quase estranhos? Quando é que as pessoas mudam a ponto de não nos identificarmos mais com elas? E quando nos damos conta de tudo isso???

Houve uma época em que via nos amigos as pessoas mais importantes da minha vida. Usando todos os chavões possíveis, "a família que a gente escolhe", "os irmãos que a vida nos deu", "amigos do peito" e blá, blá, blá. Até que...

Até que um dia nos damos conta que as coisas mudaram. As relações outrora tão íntimas e indispensáveis assumiram outra - na verdade, pouca - importância em nossas vidas atuais. Culpa do cotidiano? Da rotina? Do casamento? Acho que um pouco de cada.

Faz parte do amadurecimento. Talvez do envelhecimento. Nossas carências mudam e as lacunas afetivas vão sendo preenchidas - ou melhor, substituídas -, e os espaços que alguns ocupavam não existem mais. É claro que sempre haverá lugar para aqueles que amamos. O sentimento não acaba, não ainda; mas a necessidade de estar juntos se resume a encontros esporádicos no decorrer do ano. E assim somos felizes. E somos amigos. Pode até ser que por pura conveniência, mas amigos.

sábado, 8 de março de 2014

É só na vida acreditar

Procurava músicas infantis para a festa de aniversário da minha filha, quando veio um sentimento retrô anos 80 inspirado por essa música que sempre me deixa com os olhos marejados...


Que me desculpem os mais novos, mas aquilo é que foi infância: inocente, pura e livre.