terça-feira, 31 de maio de 2011

"A menina que roubava livros"



Comecei a ler este livro despretensiosamente. Aliás, não me animo muito com os best sellers. O bombardeio de comentários cria uma expectativa que, na maioria da vezes, transforma-se em decepção. Talvez por isso, nunca tenha lido qualquer Harry Potter, Crepúsculo ou Senhor dos Anéis. Vi alguns dos filmes, mas aleatoriamente, sem nenhum compromisso. "A menina que roubava livros" (Markus Zusak) chegou em minhas mãos por acaso. Depois de um começo meio confuso, fui envolvido de tal forma que me sinto na obrigação de devorá-lo ferozmente. O cenário não poderia ser dos mais intrigantes (e até atraentes): a Alemanha da II Guerra Mundial. Soma-se a isto a triste história de uma órfã e temos um retrato melancólico deste lamentável capítulo da história mundial. Uma grande reflexão sobre a natureza humana no seu melhor e pior estado. Já contei que o livro é narrado pela própria Morte?!? Estou lendo e recomendo.

"Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler."

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Porque você é gordo

Quando estava na faculdade, durante uma aula de Linguística, o professor nos falou sobre a relação - segundo ele, estabelecida por Freud - entre o ganho de peso e a falta de sexo. De acordo com o mestre, suprimos nossa carência sexual com comida ou, trocando em miúdos, como ele mesmo disse, "quem não come, come". No caso da mulheres, "quem come é porque não é comida". É claro que isso gerou protesto da ala feminina, mas... Será? Na dúvida, fique de olho na balança.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Das coisas que eu sei...

Sobre mulheres: nunca querem dizer o que realmente dizem. E quando dizem o que realmente querem dizer é sinal que você tá fudido!

Sobre crianças: não são tão frágeis nem inocentes quanto parecem. Fazem de tudo para nos irritar e podem ser muito perversas umas com as outras.

Sobre animais: são mais honestos e fiéis que a maioria das pessoas que você conhece, desde que não estejam com fome.

Sobre televisão: muito entretenimento e pouquíssimo conteúdo. Quer aprender algo? Vá ler um livro.

Sobre amigos: nem sempre estarão lá e muitas vezes vão te decepcionar, mas isso não significa que gostem menos de você; significa apenas que também são humanos.

Sobre alunos: têm tempo para tudo, exceto estudar. Não acredite em nenhuma desculpa que não seja comprovada com atestado original carimbado em papel timbrado.

Sobre família: bom mesmo é em fotografia. Mas, nos momentos mais difíceis, é só com ela que você realmente poderá contar.

Sobre sexo: nunca é demais. Homens sempre mentem sobre a quantidade e mulheres sobre a qualidade.

Sobre emprego: faça a sua parte sem se preocupar com os comentários. Inveja há em todo lugar e somente os melhores se destacam.

Sobre computador: pode ser seu pior inimigo. Tem sua vida nas mãos, ou melhor, no HD e, vez ou outra, resolve deletá-la.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Será que vale a pena?



Tenho me questionado muito, ultimammente, sobre a relação "custo-benefício" entre trabalhar demais para garantir um alto padrão de vida e ter uma vida social e familiar.

Conheço várias pessoas que dedicam quase a totalidade do seu tempo procurando ganhar dinheiro, na ânsia de poderem oferecer às suas famílias o que consideram uma verdadeira qualidade de vida, para que seus entes não tenham que enfrentar os obstáculos que passaram. São os mesmos que sempre chegam em casa tarde demais para encontrar seus filhos acordados e nos finais de semana só pensam em ficar estirados no sofá descansando.

Por outro lado, há também aqueles que não deixam faltar nada em casa, mas não primam pelo luxo ou excesso. Contentam-se com os "pequenos prazeres da vida", mas estão sempre dispostos para brincar com um filho, assistir junto a um filme ou, simplesmente, rolar despreocupados pela cama. Acompanham de perto a vida familiar e possuem muitos daqueles incomparáveis momentos que ficam guardados na memória.

Seria mais válido viajar para o Nordeste uma vez no ano ou estar com os familiares no subúrbio todas as semanas? Deve ser ótimo ter um excelente padrão de vida, mas nada que nos aprisione e impeça de, vez ou outra, jogar tudo para o alto em favor de uma tarde na praia. Além disso, o hoje não volta e o amanhã não sabemos se chegará. Viva o agora.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Só quero saber do que pode dar certo

Preciso de novos desafios. Tudo vai bem, mas essa aparente calmaria me parece muita mais com marasmo. Gosto das variações, altos e baixos, números ímpares, não sou adepto na linearidade. Sinto necessidade de traçar diferentes rumos, buscar outras emoções, arriscar. É certo que já passei por algumas frustrações, mas não me arrependo das decisões, mesmo as erradas. O passo mais difícl é o primeiro, o resto do caminho surge naturalmente.

domingo, 22 de maio de 2011

Dois mundos



Curioso como meu amigos reais não fazem parte desse mundo virtual. Em todos esses anos e blogs que já tive (vide meu primeiro post), foram raríssimas as vezes em que recebi uma visita ou comentário de qualquer um deles. Tenho uma tese de que como já estão acostumados - e talvez cansados, rs - de me ouvirem na vida real, não se interessam em me ler na virtual, pois já sabem minhas opiniões sobre quase tudo. Se assim for, eles até que têm razão. Mas isso me valeu a oportunidade de conhecer novas amizades - algumas até pessoalmente - e também me dá a liberdade de falar sobre eles... Brincadeira! Na minha vida, real e virtual são dois mundos muito distintos, mas co-existentes e complementares, onde me exponho externa e internamente, pondo a cara e as letras a tapa. Ou afagos.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Rio"

Saio com uma sensação muito boa após assistir a "Rio". Não apenas porque a história diverte, emociona, faz cantar e até querer dançar; mas, principalmente, por ver minha cidade tão perfeitamente retratada num filme de animação. Pelo menos na ficção, podemos esquecer por uma hora e meia nossas mazelas e passear por este cenário inigualável, numa visão que vai além das praias, Cristo Redentor e Pão de Açúcar; mas passando também pela Lapa, Santa Teresa, Quinta da Boa Vista e favelas. A obra é tão perfeita que, inclusive, se fala inglês no país! Apenas senti falta da sujeira. É tudo tão limpo! Nesse ponto, a imaginação de Carlos Saldanha foi longe demais.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tá na cara



Acho muito estranho ter uma fisionomia comum. Basta começar a frequentar um novo ambiente que logo encontro quem diga que "parece me conhecer de algum lugar", quando não pergunta se sou primo ou irmão de alguém - em tempo: não possui irmãos, só irmãs que não se assemelham em nada comigo. Mas, pensando bem, numa sociedade em que a luta por igualdade cada vez mais acentua as diferenças, talvez seja até bom ter um rosto comum.

Falando nisso, ando meio preocupado com o rumo que nossa sociedade vem tomando. É muita permissividade, excesso de criminalização e a liberdade de expressão numa contante ameaça de cerceamento. "Minorias oprimidas" a meio caminho de se tornarem maioria opressora. Não entendo uma igualdade pautada na distinção. É isso.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Só eu que não entendi?




Aconteceu na semana passada, quinta-feira, dia 12 de maio. Estava no Fórum do Méier, aguardando minha vez de testemunhar em um processo judicial movido por um vizinho. De repente, surge uma mulher loira trajando um vestido verde estampado. Ela fica surpresa ao encontrar uma amiga que vestia uma blusa xadrez, também verde, mas em um tom bem mais claro. Eis que ouço uma papo mais ou menos assim:
_ Oi, como vai?
_ Oi, tudo bem?
_ Estamos combinando a roupa, né!
_ Verdade, as duas de verde! É porque amanhã é sexta-feira 13.

HÃ?????