quarta-feira, 28 de setembro de 2011

E o "Rock in Rio", hein?

Muito tem sido falado sobre as atrações desse Rock in Rio. Bom, estas mesmas pessoas que reclamam de Claudia Leitte e cia. ainda não devem ter percebido que o evento está longe de ser um culto a esse gênero musical, mas um grande - dizem ser o maior - festival de música, que abrange os mais diversos estilos desde sua criação.

Basta lembrar que a primeira atração, a que deu partida à maratona de shows e inaugurou a história do evento, foi Ney Matogrosso. Nessa mesma edição, ainda cantaram Gilberto Gil, Elba Ramalho, Pepeu Gomes... Nunca foi somente rock e, nos últimos anos, nem mesmo no Rio. Mais que uma promessa, Rock in Rio é uma marca, onde quer que esteja e - pasmem! - visa o lucro. Medina sabe o que faz e não quer perder dinheiro com isso.

Contudo, seria injusto não realçar que grande parte do festival - três das sete noites - é realmente dedicada ao rock. Vai desde Capital Inicial a Motorhead, passando por Sepultura, Metallica e o onipresente Guns n´ Roses. Há atrações para quase todos os públicos, basta escolher o dia que mais lhe agradar. Por enquanto, felizmente, ainda estamos a salvo de sertanejo, funk e forró.

sábado, 24 de setembro de 2011

Meu "Rock in Rio"


Eu tinha apenas nove anos em 1985, quando ocorreu a primeira edição do Rock in Rio. Um grande alvoroço se formando pela magnitude do evento e a vinda de vários artistas internacionais ao país. Fiquei doido para ir ao show da Nina Hagen, toda extravagante, colorida e exótica; e também da Blitz, a primeira banda da qual me tornei fã. Se eu fui? Com apenas nove anos? Ainda não foi dessa vez.

Na segunda edição, em 1991, fiz uma maciça campanha familiar com panfletos, matérias de jornais e tudo que descrevia a estrutura e o sistema de segurança que seriam adotados no Maracanã, novo palco do evento. Consegui comover meu pai e ganhei o ingresso para assistir ao Guns n´ Roses - maior banda da época - e Faith No More. Era o primeiro show da minha vida e fiquei totalmente perplexo em meio àquelas quase 200 mil pessoas que lotaram o estádio. Indescritível!

Quando ninguém mais acreditava, o Rock in Rio voltou em 2001. Resgataram o Guns n´Roses, que amargava a decadência e o ostracismo, e lá fui eu para o show dos caras novamente. No mesmo dia teve Oasis (ignorado pelo público que aguardava Axl), Ira, Ultraje a Rigor e a fatídica chuva de garrafas d´água sobre Carlinhos Brown. Com o cenário pop em alta, participaram também Sandy & Junior, N´Sync e Britney Spears. É... eu fui, rs.

A versão de 2011 vem com uma mega-estrutura! Os show não me atraíram muito, por isso, vou assistir a tudo em casa pelo Multishow; mas fiquei na vontade de conhecer a nova Cidade do Rock, em especial, a Rock Street, inspirada em New Orleans. O rock tá mais no nome que em qualquer outro lugar, já que apenas duas das sete noites são totalmente dedicadas ao gênero. O pop continua em alta e os preços mais ainda. Para mim, esse ano é "Rock in casa". Mas quem sabe em 2013?!?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Balas perdidas


Após um longo e tenebroso inverno... Na verdade, não foi nada disso. Apenas estava meio enrolado com assuntos de trabalho. E logo depois do aniversário! Deve ser o tal do "inferno astral" que tanto falam. Tudo resolvido, estou tentando voltar à programação normal.

Outro dia vi Mike Tyson na televisão e me lembrei da fatídica luta em que o "faminto" atleta arrancou um pedaço da orelha do Evander Holyfield. O quão grande não deveria ser o desespero dele ao perceber que não ia bem na luta a ponto de perder totalmente o controle e tomar uma atitude desesperada dessa. Foi uma cena surreal.

Há pouco presenciei uma cena parecida. Agressões não em forma de mordidas, mas de palavras levianas atiradas em todas as direções. Uma generalização descabida que não escolheu alvo. Sobrou até pra mim que, atônito, tentei me manter distante da discussão, mas tudo tem seu limite e, como dizem, "não tenho sangue de barata".

O melhor de tudo é a pessoa, dias depois, vir te cumprimentar como grande amigos que nunca fomos e como se nada tivesse acontecido. Tá aí um tipo de pessoa que eu não quero na minha vida. É "bom dia", "boa tarde" e "tchau".

Mas, no pender da balança, as coisas têm dado certo e o bem tem vencido o mal. Então, é bola para frente e força, Flamengo!!!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Envelheço na cidade

E assim completo mais um ano. Um período de muitas realizações, poucas frustrações e uma busca constante pelo caminho ideal. É engraçado como tudo é diferente do que planejamos. Sempre. Mas isso não representa uma decepção, ao contrário, as mudanças são presentes inesperados que devem ser vistos com o olhar ingênuo de uma criança.

Chegando aos 36, não me tornei rico, famoso ou um astro do rock, no entanto, a vida me presenteou com uma filha linda, um casamento feliz, bons amigos e a sabedoria para perceber e aproveitar cada pequeno momento. Os planos ainda são muitos, e cada vez surgem mais, afinal, o que são 36 anos diante da eternidade???

Feliz aniversário para mim!!!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


"Não é preciso ter pressa. Tudo chega a seu tempo.
Não se pode colher nada antes que amadureça.
A fruta colhida verde é azeda ou amarga."
(William Shakespeare)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Como arruinar uma reunião de família


Diga àquela sua tia como ela engordou/envelheceu.

Pergunte ao seu primo gay não assumido quando ele vai arrumar uma namorada.

Diga que a comida estava melhor no ano passado.

Implique com as crianças até elas chorarem.

Dê uma cima da namorada do seu primo nerd.

Relembre todos os apelidos constrangedores possíveis.

Embebede seus tios.

Puxe conversas sobre futebol, política ou religião, e saia de perto depois.

Esconda cinzeiros e cigarros.

Critique os maus modos deles à mesa.

Quando ouvir uma fofoca, vá correndo contar para a pessoa que foi o alvo.

Diga àquele parente vagabundo que já está na hora de ele arrumar um emprego.

Pergunte ao primo com mais de trinta quando ele vai sair da casa dos pais.

Se for elogiado, finja que não se importa.

Se for criticado, aponte os defeitos dos outros.

Não finja que lembra de determinado parente, diga a verdade.

Relembre todos os parentes mortos.

Troque o ritmo da música quando todos estiverem animados.

Não ceda sua cama caso algum parente vá dormir na sua casa.

Distribua a tarefas para a arrumação no fim da festa.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Etiquetas

Gostaria de saber que mente brilhante considera uma boa ideia costurar uma etiqueta grande e áspera bem no meio da parte traseira de uma cueca samba-canção!?! Será que alguém se sente à vontade com aquilo no meio do rego?!? Passo logo a tesoura!
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Não entendo os caras que saem com travestis. Será que acreditam que transar com um homem de aparência feminina (mas nem tanto) torna o ato menos homossexual?!? Pois, uma coisa é certa, não é uma mulher que estão procurando, já que - segundo relatos - , na "hora H" é o traveco que tem que funcionar.
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Hoje li sobre um professor inglês que tem "vida dupla" trabalhando como stripper e ator pornô. Não vejo problema algum, exceto pelo fato dele ensinar educação sexual para crianças entre 10 e 12 anos. Talvez seus valores sejam "mente aberta" demais para os pais dos menores. Pois é, até na Inglaterra professor tem que arrumar um por fora. Ou por dentro, sei lá.
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É uma sensação muito estranha sonhar que se está brigando com uma pessoa. Às vezes, o sonho é tão real que chegamos a ficar com raiva da pessoa, sem a coitada nos ter feito nada na vida real. Mas alguma coisa isso deve significar, só não sei o quê.
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Fã é mesmo um ser muito louco. Mal saíram imagens da gravação do novo Batman - "The Dark Knight Rises" (no Brasil, "O Cavaleiro da Trevas Ressurge", estreia dia 27 de julho de 2012!!!) - e já falam mal do uniforme da Mulher-Gato sem as orelhas, do roteiro e do que mais for considerado uma "falta grave" pelos batmaníacos. Detalhe: nada é oficial, são apenas spoilers. Santo fanatismo, Batman!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O dom do esquecimento


Sou muito perfeccionista e, por consequência, muito exigente. Acredito que todos devem sempre fazer o seu melhor e costumo cobrar dos outros a dedicação que eu mesmo teria. É uma péssima filosofia de vida, gera muitas frustrações, mas sou assim.

Esse nível de exigência estende-se, principalmente, a mim mesmo. Já passei horas me remoendo de remorso e quase perdi noites de sono por ter feito ou dito algo que não devia. Pior ainda quando a culpa é por omissão!

No entanto, com o tempo e a experiência aprendi que, assim como o leite derramado ou a flecha lançada, não dá para voltar atrás. O melhor mesmo é assumir o erro e fazer "cara de paisagem", como se aquilo não tivesse a menor importância. E não tem mesmo.

A bebida ajuda muito nesse processo de esquecimento! Sou um daqueles felizes beneficiados com uma recorrente "amnésia alcoólica", ou seja, quando o efeito passa me esqueço de muita coisa. E se não lembro é porque não fiz, certo?!?

É nessas ocasiões podemos contar com aqueles amigos sóbrios e chatos, que fazem questão de lembrar cada detalhe, palavra e bobagem da noite anterior. Talvez seja mais importante para eles. Quanto a mim, aperto o botão do "Foda-se" e sigo em frente, pois tenho mais com o que me preocupar.

É bom saber que estou preenchendo vidas vazias. Que venha a próxima, então!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

É da idade


Ontem, tomava meu café durante um intervalo no trabalho, quando três colegas se aproximaram. Todas sexagenárias, portando suas xícaras com chá de camomila. Começaram, então, um animado bate-papo. O assunto? Doenças, médicos e remédios. Uma troca de receitas e diagnósticos, avaliações a respeito de clínicas e tratamentos. Calado estava, calado permaneci. Para mim, não há assunto mais desinteressante que doença. Mas, enquanto observava o diálogo, me questionava se também ficarei assim quando tiver essa idade.

Em cada fase da vida temos diferentes interesses e motivações. Na infância, isso não é tão nítido, mas com o passar do tempo, isso fica mais aparente. E varia também por sexo.

Na adolescência, meninas gostam de roupas, cabelo, maquiagem, ídolos teen e falar mal de outras garotas. Quando crescem, abandonam os ídolos teen e procuram um relacionamento sério. Aí vem gravidez, maternidade, "aquele traste que eu tenho lá em casa" (também conhecido como marido) e cirurgias plásticas.

Garotos gostam de brinquedos, futebol, carros e mulheres. E não importa a idade! Exceto no caso das mulheres.

Como ninguém é jovem para sempre, só nos resta aproveitarmos cada etapa da melhor maneira possível, tenha ela sabor de jujubas, cerveja ou Viagra.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Palavras Pequenas


Ontem estive revisitando o passado. Na verdade, apenas reli alguns textos do meu mais duradouro e promissor blog, o "Palavras Pequenas" (www.palavraspequenas.myblog.com.br). Fiquei surpreso com o conteúdo das postagens e a qualidade de alguns escritos que nem lembrava de ter feito.

Era 2007, uma época em que tinha tempo suficiente para trabalhar as palavras e procurar a melhor combinação. Cortava, acrescentava, fazia rascunho e só no dia seguinte relia para, então, publicar o texto. Assim, nasciam cinco, seis, sete parágrafos. Dava trabalho, mas valia a pena. E o melhor de tudo: não era preciso fazer propaganda nas redes sociais, pois havia blogueiros-leitores-amigos fiéis, e também curiosos que apareciam esporadicamente.

Hoje, a realidade é outra. Minha rotina mudou e, também, as responsabilidades. Já não é possível deixar um texto descansar como uma massa de pão, tudo é escrito direto no blog, quando o tempo permite. Além disso, viciados na literatura dos 140 caracteres, não temos mais paciência ou disposição para ler trinta, quarenta linhas. Estamos cada vez mais telegráficos, concisos, com poucas palavras.

Em tempo: sim, o nome do antigo blog foi inspirado em uma música da Cássia Eller, assim como este em uma música do Legião Urbana. Sou um rock star frustrado, rs.