quinta-feira, 11 de julho de 2013

15 coisas que você deveria abandonar


Esse é mais um daqueles textos antigos, mas que adquirem um novo significado a cada releitura. Ele é a tradução de um artigo em inglês, por Luminita D. Savuic, numa versão editada e reduzida por mim.

São 15 coisas que, se você desistir de todas elas, vai fazer sua vida ficar muito mais fácil e muito mais feliz. Comece hoje! Preparado? Aqui vamos nós:

1. DESISTA DA SUA NECESSIDADE DE ESTAR SEMPRE CERTO. 
Há tantos de nós que não conseguem suportar a ideia de estarmos errados. Isso não vale a pena. Quando você sentir essa necessidade, pergunte-se: "Eu preferiria ser a pessoa certa ou a gentil? Que diferença isso vai fazer?"

2. DESISTA DA SUA NECESSIDADE DE CONTROLE.
Permita que tudo e todos sejam como eles são e você verá o quão melhor irá se sentir. "Ao se desapegar, tudo se torna realizável. O mundo é vencido por aqueles que se desapegam." (Lao Tzu)

3. DESISTA DA CULPA.
Desista da sua necessidade de culpar os outros pelo que você tem ou não tem, assuma as responsabilidades da sua própria vida.

4. DESISTA DA SUA CONVERSA INTERIOR DERROTISTA.
Não acredite em tudo que sua mente está lhe dizendo - especialmente se é negativista ou autodestrutiva. A mente é um instrumento poderoso, se usado corretamente.

5. DESISTA DAS SUAS CRENÇAS LIMITANTES.
Sobre aquilo que você pensa que pode ou não pode fazer, sobre o que é possível ou impossível. Abra suas asas e voe! "Uma crença não é uma ideia presa pela mente, ela é uma ideia que prende a mente." (Elly Roselle)

6. DESISTA DE RECLAMAR.
Ninguém pode fazer você infeliz, a não ser que você permita isso. Não é a situação que dispara os sentimentos ruins, mas sim, como você escolhe olhar para tudo isso.

7. DESISTA DAS CRÍTICAS.
Abandone sua necessidade de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes e, mesmo assim, somos iguais: todos nós queremos ser felizes.

8. DESISTA DA SUA NECESSIDADE DE IMPRESSIONAR OS OUTROS.
Não queira ser algo que não é apenas para fazer os outros gostarem de você. Aceite o seu eu verdadeiro e descobrirá pessoas sendo atraídas por você.

9. ABANDONE A SUA RESISTÊNCIA À MUDANÇA.
Mudar é bom. Abrace a mudança, não resista a ela. "Siga o seu destino e o universo irá abrir portas pra você onde antes só havia muros." (Joseph Campbell)

10. DESISTA DAS ETIQUETAS.
Pare de etiquetar coisas, pessoas ou eventos que você não entende. Pare de chamá-los de "estranhos" ou "diferentes". Tente abrir sua mente, pouco a pouco. As mentes só funcionam quando estão abertas.    

11. DESISTA DOS SEUS MEDOS.
Medo é só uma ilusão. Ele não existe - você o criou. Corrija o seu interior e tudo no seu exterior irá se encaixar.

12. DESISTA DAS SUAS DESCULPAS.
Muitas vezes nós limitamos a nós mesmos por causa das desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar na melhoria de nossas vidas, nos prendemos usando todo tipo de desculpas - que 99,9% das vezes nem são reais.

13. DESISTA DO SEU PASSADO.
É difícil. Especialmente quando o passado parece tão melhor que o presente, e o futuro tão assustador. O momento presente é tudo que você tem e terá na vida. Esteja presente em tudo que faz.

14. DESISTA DO APEGO.
Desapego não significa falta de amor. O apego vem de um lugar de medo, enquanto o amor é puro, gentil e sem ego. Onde há amor não pode haver medo e, por isso, apego e amor não coexistem.

15. DESISTA DE VIVER SUA VIDA ATRAVÉS DAS EXPECTATIVAS DE OUTRAS PESSOAS.
Muitas pessoas vivem suas vidas de acordo com o que seus pais, amigos, inimigos, professores, governo e até do que a mídia pensa que é melhor para elas. Estão tão preocupadas em agradar todo mundo que perdem o controle de suas próprias vidas. 

Você tem uma vida - essa aqui, agora - e precisa apropriar-se dela, não deixando que a opinião de outras pessoas o distraiam do seu caminho. 

Afinal, quem não quer ser ainda mais feliz na vida? 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Cerveja



A CERVEJA MATA? 
Sim. Sobretudo se a pessoa for atingida por uma caixa de cerveja com garrafas cheias. Anos atrás, um rapaz, ao passar pela rua, foi atingido por uma caixa de cerveja que caiu de um caminhão, levando-o à morte instantânea. Além disso, casos de infarto do miocárdio em idosos teriam sido associados 
às propagandas de cervejas com modelos. 

O USO CONTÍNUO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS? 
Não, o álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de cerveja pesa cerca de 900 gramas. 

CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA? 
Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem whisky. 

MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO? 
Sim. Está provado que, nas blitzes, a polícia nunca pede o teste do bafômetro pras gestantes... E se elas tiverem que fazer o teste de andar em linha reta, sempre podem atribuir o desequilíbrio ao peso da barriga. 

CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS? 
Não. Uma experiência foi feita com mais de 500 motoristas: foi dada uma caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados um por um diante do espelho. Em nenhum dos casos, os reflexos foram alterados.

EXISTE ALGUMA RELAÇÃO ENTRE BEBIDA E ENVELHECIMENTO? 
Sim. A bebida envelhece muito rápido... Para se ter uma ideia, se você deixar uma garrafa ou lata de cerveja aberta ela perderá o seu sabor em, aproximadamente, quinze minutos. 

A CERVEJA ATRAPALHA NO RENDIMENTO ESCOLAR? 
Não, pelo contrário. Alguns donos de faculdade estão aumentando suas rendas com a venda de cerveja nas cantinas e  bares na esquina. 

O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES? 
Inúmeras pesquisas vinham sendo feitas por laboratórios de renome e todas indicam, em primeiríssimo lugar, o garçom

A CERVEJA CAUSA DIMINUIÇÃO DA MEMÓRIA? 
Que eu me lembre, não.

Encontrei essa mensagem beeeeeemmmm antiga enquanto limpava minha caixa de e-mails. Achei bem adequada, afinal, hoje é sexta-feira!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Minhas impressões


Vamos ver se eu entendi: tudo começou por causa do aumento das passagens. Tá, não é só por vinte centavos! Mas isso foi a gota d´água.

O Movimento Passe Livre (MPL) convocou pelas redes sociais e a população compareceu às ruas para protestar, não só pelo aumento, mas por inúmeros outros motivos: saúde, educação, corrupção, impunidade, PEC 37, liberdade sexual, gastos com a Copa... a lista é extensa.

Os protestos tomaram conta do país e, também, algumas partes do mundo. O Brasil virou notícia nos principais periódicos internacionais, já que os olhos do mundo estão voltados para o país da Copa e das Olimpíadas.

Após alguns dias de protestos, os governos cederam e os aumentos foram revogados. Mas as manifestações não cessaram. 

O MPL retirou seu time de campo (aproveitando o clima para uma gíria futebolística!), isentando-se de qualquer movimento que venha a acontecer daqui por diante. Não me surpreenderei se nas próximas eleições seus líderes lançarem-se candidatos.

Mas o povo continua nas ruas. Cada um lutando por uma causa diferente e, certamente, ninguém conseguirá mais nada. 

Os protestos pacíficos que reuniram centenas de pessoas com roupas brancas foram reduzidos a pequenos grupos que só fazem depredar o patrimônio público e privado. Vândalos e marginais aproveitando-se de algo bonito e espontâneo para destruir e saquear. Coisa de bandidos mesmo.

O movimento perdeu força porque não há um objetivo comum, está sem foco, atira para todos os lados. Não há  liderança, todos caminham sem saber aonde chegar, levados pela inércia. Perdeu o sentido, a razão de ser.

É chegada a hora de parar, repensar os objetivos, reagrupar. Razões não faltam para se protestar, mas sem ordem não há como alcançar o progresso.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Crer


Religião é mesmo um assunto delicado. Por mais que deva existir respeito, todos acreditam que a sua crença é a ideal. Seja ideal para si mesmo ou a única que leva verdadeiramente ao caminho da salvação. É tudo uma questão de fé. Crer em algo que não se justifica pela razão. E mesmo os que rejeitam este paradigma têm na crença a sua base: a crença na não-existência. 

Os mais crentes - no sentido "daquele que crê", não pejorativamente, como sinônimo de evangélico protestante - são os mais empenhados em convencer-nos de suas convicções. "Só Jesus salva!", gritam uns; "Deus é uma criação do homem!", bradam outros. Tão semelhantes nas suas diferenças. E tão igualmente equivocados em achar que o convencimento - mesmo que de forma argumentativa - é a forma de mudar as convicções religiosas de alguém. 

A crença é algo estritamente pessoal, percorre caminhos diferentes para cada um e adquire significados igualmente diversos. Antes de se preocupar com a fé alheia, procure fazer com que ela o torne uma pessoa melhor. Só isso já é o bastante. Podes crer.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A Arte do Insulto

Aproveitando a postagem para divulgar o show do Rafinha Bastos. Controvérsias e processos à parte, eu gosto. A venda foi proibida, mas na internet pode. Divirtam-se. Ou não.



terça-feira, 28 de maio de 2013

Desejos

Desejo a vocês... 
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma música amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra "não"
Nem "nunca", nem "jamais" e "adeus"
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um chinelo velho
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Repartindo a repartição


Tem gente que pensa que a vida de funcionário público é uma moleza, nada para fazer, só ver as horas passarem. Pra começo de conversa, muitas vezes pode mesmo ser assim, mas nunca para um professor.

Outra mentira é a falsa sensação de tranquilidade que a estabilidade traz. Não há o risco da demissão - salvos alguns casos extremos, ou seja, se você fizer uma merda muito grande, como trabalhar bêbado, por exemplo -, em compensação, a cada fim de ano ou troca de Governo uma onda de boatos terroristas nos assola: Haverá redução de turmas? Ficarei excedente na escola? Novas regras de avaliação???

Felizmente, a maioria deles não leva a lugar algum e, no ano seguinte, tudo continua quase exatamente como antes.

E, então, as regras são mudadas. Cobram estatísticas, oferecem gratificações, colegas jogam-se uns contra os outros na tentativa da manutenção do status quo. A instituição pública passa a jogar com as regras da privada, busca resultados, metas a serem batidas.

E o lado pedagógico? Bom, isso é preocupação de professor, não de administrador público. O que importa são os números, e devem ser altos.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Desconecte-se

A tecnologia que nos conecta com o mundo é a mesma que nos afasta dos que estão mais próximos de nós.


Esse vídeo é bem representativo da realidade em que vivemos, onde as pessoas são "absorvidas" de tal forma para o mundo virtual que ignoram aqueles com quem deveriam realmente se conectar. 

Quem de nós nunca presenciou - ou viveu - uma cena com as deste comercial tailandês?!? São filhos ignorados ou ignorando os pais, casais que não conversam durante uma refeição ou amigos que se divertem mais com um telefone que com o grupo ao seu redor.

A tecnologia é algo extremamente sedutor e, não é à toa, que pode ser considerada um vício; mas é bem mais simples de ser curado do que se imagina, basta usar o bom senso e o botão "desliga". 

Desconecte-se para se conectar.

Depois, não adianta ficar postando indiretas no Facebook.


sábado, 11 de maio de 2013

Nem todos os heróis morrem de overdose

Quem mora no Rio de Janeiro, facilmente encontra celebridades e atores globais. Basta circular por  determinados bairros, shoppings ou praias durante a semana e nos horários em que a maioria dos assalariados está trabalhando, e logo encontrará um perambulando, correndo ou empurrando um carrinho de bebê. Quase sempre com muita pressa e óculos escuros.  

Não faço o tipo "tiete". Nas raras ocasiões em que encontro um desses, observo ao longe - mas nem tanto -, finjo certa naturalidade (são "gente como a gente") e observo cada detalhe que a televisão esconde ou disfarça - isso, é claro, antes do advento do HD! Nunca pedi autógrafo, foto ou elogiei o trabalho. Talvez por ainda não ter encontrado com Fernanda Montenegro, Tony Ramos ou outro realmente notável que valha tal assédio. 

No entanto, existem dois "heróis" da minha infância e adolescência que sonho em conhecer: Mauricio de Sousa e Evandro Mesquita.

Quem não leu a "Turma da Mônica" não sabe o que é ser criança. Ao menos, uma criança que lê. Através das personagens de Mauricio de Sousa, desenvolvi meu gosto pela leitura desde a mais tenra infância. Numa época sem bullying ou "politicamente correto", a identificação era imediata com aquelas crianças que brincavam na rua, subiam em árvores, trocavam apelidos e tinham uma vida tão simples e comum como qualquer um de nós.

A Evandro Mesquita eu devo o gosto pelo rock. Tudo bem que a Blitz era meio que o Restart (eca!) da época, mas além das cores vibrantes, trazia um humor nonsense nas letras que eu não conhecia até então. Histórias divertidas como a de Betty Frígida ou a dramática carta da "Mariposa Apaixonada de Guadalupe" - sou um dos poucos que conheço que ainda sabe a letra toda até hoje! - embalavam as tardes de sábado no Cassino do Chacrinha.

Posso dizer que fui "moldado" com boa música e muita leitura. Um dia ainda tenho que encontrar esse dois  para  agradecer por isso.

domingo, 5 de maio de 2013

Ecos do passado


Existem músicas que nos trazem boas lembranças, aquele saudosismo gostoso e a sensação de "eu era feliz e não sabia". Essa é uma delas. 

Não sei, ou melhor, não lembro bem o porquê dessa canção ser tão marcante pra mim. Talvez não por um motivo específico, mas uma época, um tempo a que ela remete, em que a inocência da infância e a curiosidade da adolescência se misturavam. 

Nem sou um fã de Pet Shop Boys, mas a dupla possui umas músicas que ficaram na memória, como a versão de "Always on my mind" - porque tocava na chamada de "Anjos da Lei" na Globo - e "West End Girls", que traz uma sensação inexplicável de saudade. 

Já viu isso? Uma música que dá a sensação de saudade? Não que me lembre algo ou alguém, mas apenas o sentimento. Acontece isso também com "Down Under" (Men At Work) e Andrea Doria (Legião Urbana). 

Ah, se eu fosse enumerar todas as músicas que guardam recordações... Sem falar nos filmes, comerciais... Bom, acho que vou ali curtir uma musiquinha e volta já. Ou depois.