quinta-feira, 30 de junho de 2011

Não confunda (Autor desconhecido, mas muito criativo!)



O Amor não é aquilo que você passa a vida inteira tentando definir, o nome disso é abdômen.

O Amor não é o que te leva às alturas entre quatro paredes, o nome disso é elevador.

O Amor não é aquilo que vai diminuindo com erros, o nome disso é borracha.

O Amor não é o que o homem faz na cama e leva a mulher à loucura, o nome disso é esquecer a toalha molhada.

O Amor não faz a gente enlouquecer, não faz a gente dizer coisas para depois se arrepender; o nome disso é vodka.

O Amor não faz você esquecer tudo o que passou, o nome disso é amnésia alcoólica.

O Amor não é aquilo que só te leva ao paraíso se você der valor, o nome disso é Igreja Universal.

O Amor não é aquilo que te faz passar por fases difíceis, o nome disso é estrelinha do Super Mário.

O Amor não realiza as tuas fantasias, o nome disso é costureira de escola de samba.

O Amor não é aquilo que quando acaba leva embora tua felicidade, o nome disso é domingo.

O Amor não é aquilo que, quando chega, você reza pra que nunca tenha fim; o nome disso é feriadão.

O Amor não é eterno enquanto dura, o nome disso é segunda-feira.

O Amor não te faz acreditar em um amanhã melhor, o nome disso é fim de expediente.

O Amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você, o nome disso é gravidez.

O Amor não é aquilo que quando surgia na adolescência, você fazia de tudo para não apresentar aos pais, o nome disso é boletim.

O Amor não é aquilo que faz teu coração palpitar e te deixa sem resposta, o nome disso é prova surpresa.

O Amor não é aquilo que se conquista com declarações, o nome disso é restituição de imposto de renda.

O Amor não é estar disposto a esperar por alguém, mesmo sem saber ao certo quanto tempo vai demorar; o nome disso é fila do SUS.

O Amor não é aquilo que te deixa bobo, rindo à toa; o nome disso é maconha.

Amor é outra coisa...

terça-feira, 28 de junho de 2011

A gente não quer só comida



Resumo da ópera para quem não é do Rio de Janeiro: os professores do Estado encontram-se em greve por tempo indeterminado. A adesão não foi total, mas de uma grande parte da categoria. Paralelamente, começou a ser distribuído na última quarta-feira, dia 22 de junho, o chamado "Auxílio-Qualificação": um cartão de débito semestral no valor de R$ 500 a serem gastos em atividades culturais. Um benefício já previsto e oportunamente cumprido.

Não quero entrar no mérito da intenção governamental com este gesto, mas na reação de alguns colegas a este agrado. Antes mesmo de ter o cartão nas mãos, muitos já anunciavam que iriam gastá-lo no supermercado. Uns como forma de protesto, outros apenas de gaiatice. Minha dúvida é: será que estavam passando fome antes disso? Ou passarão a comer mais por conta de um dinheirinho extra? OK, cada um na sua.

Quanto a mim, felizmente, não me falta nada à mesa. Também não acredito que esta forma de protesto irá acarretar em algo, além de desperdiçar um investimento no aprimoramento pessoal. Tenho comida no prato, no entanto, há muito que não vou ao cinema ou ao teatro. Ainda não assisti a um filme em 3D!!! Para isso me falta grana e, enquanto o Governo não nos concede um salário decente, não vou abrir mão deste paliativo.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A idade certa



Quando eu era adolescente, via uma pessoa de cinquenta anos como um velho, alguém que já tinha feito o que podia da vida e a quem só restava se divertir com os netos enquanto "sua hora" não chegava. Acredito que a maioria dos jovens tenha essa visão, pois é uma fase da vida em que enxergamos muito pouco além do nosso próprio nariz. Talvez o umbigo, ao redor do qual o mundo parece girar.

Mas, o tempo é o melhor professor e a cada dia me mostra como estava enganado. Percebo isso toda vez que tenho uma vontade típica da juventude e me lembro que já estou a poucos anos de completar quarenta. É uma realidade que contradiz minha mentalidade. Ou o que se poderia esperar de uma pessoa nessa fase da vida. Hoje, os limites são outros; determinados não pelo calendário, mas pela vontade de ser e fazer.

A cobiçada eterna juventude não está em laboratórios, clínicas de estética ou salas de cirurgia; mas na maneira de ver a vida. É claro que seria ridículo preservar o egoncêntrico e imaturo comportamento de um jovem (ouviu isso, Suzana Vieira?!?), porém, isso não significa que devamos abrir mão de prazeres infantis, como brincar na chuva ou rir de piadas idiotas. O corpo pode até padecer, mas a alma deve se recusar a envelhecer.

Coisas que não aguento mais ouvir falar



Bullying

Bombeiros

Casamento gay

Santos de Neymar

Marchas e passeatas

Homofobia

Ronaldinho Gaúcho

Luan Santana

Ocupação dos morros e UPP

Justin Bieber

Restart

Liberação da maconha


Não que eu seja contra ou a favor, muito pelo contrário. Mas tudo se repete o tempo todo sem parar. Quero novidades, ok?!?

terça-feira, 21 de junho de 2011

Coisas de novela



Gosto de telenovelas. Sempre acompanhei e me envolvi com as tramas de época das seis horas, as comédias das sete e as intrigas das oito, oito e meia, nove... Quando comecei a trabalhar à noite, perdi este hábito e, apesar da falta de criatividade que assolou os autores nas últimas décadas, ainda consigo ver alguns capítulos de uma obra do Gilberto Braga ou Carlos Lombardi.

No entanto, meu senso crítico latente não me deixa assistir a tudo isento de comentários. Por isso, resolvi destacar algumas "falhas" que são mesmo difíceis de aguentar:

Não existem mais porteiros. Por mais caro e chique que seja o prédio, qualquer um - bandido ou mocinho - consegue chegar à porta sem ser anunciado, pegando o dono da casa sempre de surpresa. Isso é caso para um reunião de condomínio urgente!!!

Qualquer óculos já é um disfarce. Se nem o Superman consegue consegue convencer como Clark Kent, por que uma roupa nova e um corte de cabelo conseguiriam esse efeito? Gente de novela é muito distraída mesmo...

Presenças nunca são pressentidas. Toda pessoa consegue sentir um olhar estranho em sua direção, como se houvesse algo diferente no ambiente. Em novelas, isso não acontece; nem que você esteja contando um segredo gravíssimo e o outro esteja a menos de um metro ouvindo tudo atrás da porta.

Todos frequentam os mesmo lugares. Não importa em qual parte da cidade os personagens moram, todos sempre se esbarram nas mesmas boates, restaurantes e hospitais. Parece que tudo é único na ficção. Ou os serviços são realmente muito bons!

Os planos são sempre revelados instantes antes de serem realizados. Será que ninguém consegue ficar de boca calada??? Não se preocupam com um gravador escondido, uma pessoa escutando na sala ao lado?!? Se for um vilão, é certo que a polícia apareça (só em novela, né!); já no caso do herói, o inimigo vai conseguir fugir e impedir o sucesso da ação.

Por mais que os autores queiram inventar, com macacos, computadores e robôs como protagonistas, não há como fugir desses clichês necessários para o desenvolvimento da trama. E, nessas horas, a gente finge que é bobo, que não percebe, e se entrega ao lúdico prazer da teledramaturgia. Plim! Plim!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Pula a fogueira, Ioiô!

As festas juninas chegaram! Gosto desta época do ano por alguns motivos: comidas típicas (em especial, os doces com muito milho, côco e amendoim!), poder usar xadrez sem ouvir uma piadinha sem graça, danças descoordenadas, recadinhos apaixonados, clima de azaração, crianças vestidas a caráter, brincadeiras bobas às quais não resistimos, quentão (mesmo!!!) e rever velhos e bons amigos. Prosaico, não?!? Mas, quem não o é???

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Enigmática



Conheço essa mulher há pouco tempo. Uma professora quase aposentada, com pouco mais de sessenta anos. Preserva na fisionomia a beleza que deve ter ostentado na juventude, agora emoldurando um olhar triste e sem brilho. Por vezes é agradável; em outras, beira a tirania e a crueldade. Traz na bagagem uma longa história de perdas: noivo, mãe, irmão; e busca na religião o consolo para sua existência solitária. Há quem por ela sinta pena, para muitos é motivo de chacota e quase todos a consideram uma louca. É uma figura que nos faz pensar... Como uma esfinge. Pensar em como é possível conformar-se somente com o que a vida gratuitamente nos oferece, pensar no quanto de compaixão uma pessoa pode nos despertar, e pensar em quão triste pode ser a vida para quem desiste da felicidade.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fernando Pessoa



“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!”

domingo, 12 de junho de 2011

Muito barulho por nada?




A manifestação dos bombeiros do Rio de Janeiro atingiu repercussão nacional por uma ação indevida - a invasão do Quartel Central da corporação -, que gerou uma reação mais errada ainda: a prisão de 439 oficiais, após o local ser tomado pelas forças do BOPE. Ver heróis sendo tratados como bandidos detonou uma revolta generalizada na nação. Militares de outros Estados e países (no caso, os argentinos) continuam com as manifestações e o grupo caminha para uma negociação com o Governo. Os bombeiros já foram soltos, mas não anistiados.

Os professores do Estado também resolveram arregaçar as mangas. Mas será o momento certo??? Embora, a insatisfação da classe venha de longa data e ações já houvessem sido planejadas, aderir à greve, neste momento, tem sido percebido pela sociedade como um mero ato de apoio aos bombeiros, o que esvazia e minimiza completamente o movimento. Até de oportunistas já estamos sendo rotulados pela imprensa! Segundo o sindicato (SEPE), 60% das escolas aderiram, enquanto a Secretaria de Educação (SEEDUC) noticia apenas 2%. E agora, José?

A professora Amanda Gurgel, famosa na internet por expor as condições da educação no seu estado, fez a convocação, mas demoramos muito para responder. Por enquanto, os holofotes são dos bombeiros, mas, torço para que cheguem logo à uma solução e os ouvidos públicos se voltem para nós, professores. Antes de julho. o Governo já sinalizou que não tem conversa. Será que a greve se sustenta até lá??? Espero que também possamos contar com outras classes nessa luta e, como já disse o filósofo Jean-Claude Van Damme, "retroceder nunca, render-se jamais!"

sábado, 11 de junho de 2011

Como interpretar algumas frases do cotidiano



Como vai, fulano? = Eu não quero realmente saber, basta dizer "Bem, obrigado".

Eu te ligo! = Não espere minha ligação, vou esquecer mesmo.

Sua amiga é muita simpática. = Não está na categoria "pegável".

Ela é agitada, né!?! = Segura essa criança mal-educada antes que eu lhe dê uma porrada!

Não tá ruim, mas acho que você fica melhor com a outra. = Essa roupa tá horrível!!!

Vou tomar só uma cerveja com os amigos, volto já! = Não me espere antes do anoitecer.

Ontem, eu zerei o jogo XYZ no PS3, cara! = Sou um nerd e não tenho vida social, me ajude!!!

Seu passado não me interessa, o que vale é o agora. = Meu passado me condena.

Isso é meio complicado mesmo. = Como tu é burro, hein!

Você está tão bonita hoje! = Quero sexo.